Brasil retomará co-presidência do Caucus Indígena da Convenção do Clima em 2025

No ano da COP30 Sineia Wapichana dará início ao mandato no fórum internacional.

Foto: Andreia Fanzeres/OPAN

Por Andreia Fanzeres

A COP28 começou com uma importante notícia para o movimento indígena brasileiro. Sineia Wapichana, do Conselho Indígena de Roraima (CIR) será a próxima co-presidente para a América Latina e Caribe do Fórum Internacional de Povos Indígenas sobre Mudanças Climáticas, o Caucus Indígena. Seu mandato vai começar na Conferência do Clima de Bonn de 2025, prévio à COP30, que acontecerá no Brasil. Será a segunda vez que uma brasileira ocupou este lugar, só precedido por Joenia Wapichana, em 2011.

A guatemalteca Lola Cabnal, líder maya, atual co-presidente do Caucus América Latina e Caribe, se colocou à disposição de Sineia para apoiá-la na transição. “Este é um trabalho árduo e importante de coordenação do movimento indígena, precisamos nos ajudar. O resultado é este: povos indígenas da América Latina e Caribe”, falou.

Sineia Wapichana e Lola Cabnal. Foto: Andreia Fanzeres/OPAN

Sineia, que acompanha o Caucus e as discussões internacionais sobre clima há 12 anos, agradeceu a indicação e a confiança dos representantes indígenas da América Latina e Caribe, nesta manhã, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “Agradeço também aos nossos apoiadores, em especial à Fundação Tebtebba e à RCA, que vem me apoiando para acompanhar as discussões de Bonn, na Alemanha, e as COPs todos esses anos, o que me fez aprender muito”, disse.

“Reforço a competência e compromisso de Sineia. Ela tem experiência e inspira as novas gerações”, disse a líder indígena peruana, Tarcila Rivera Zea, do Enlace Continental de Mujeres Indígenas de Las Américas.

Paula Farias